Para aprender a ler e a escrever, é preciso ter esforço, porque tem hora que a criança vai fazer uma leitura e vai dar certo, mas tem hora que ela vai ler uma palavra e não vai dar certo. Nesse momento, o papel do adulto é de acolhimento. Não existe erro nesse processo, existe tentativa de acerto, que é combustível para a aprendizagem. Porque se a criança não arriscar, ela não aprende.
A criança precisa ter um ambiente, tanto na escola quanto em casa, que favoreça o arriscar. Esse desejo de arriscar vem ainda depois de um primeiro, que é o desejo de fazer. Então, a gente precisa acolher a criança e instrumentalizá-la.
Primeiro ensinamos as crianças a lerem, depois a escreverem. Nesse primeiro momento de leitura, é feita uma leitura de detalhes, as letras são detalhes. O jota tem aquela perninha para baixo e o pinguinho, por exemplo. A leitura desses detalhes é que vai ajudar a criança na escrita. No método tradicional, vive-se primeiro a escrita e depois a leitura. No método natural, a leitura vem em primeiro lugar. Isso é importante, porque quando você lê para a criança você traz a leitura para ela e, assim, ela começa a desejar ler o livro também.
Dentro de uma escola, no processo de desenvolvimento da fala e da escrita, é muito importante perceber que não existe um erro. Existe um processo de aprendizagem e, portanto, não existe exatamente uma dificuldade. A criança está em desenvolvimento o tempo todo.
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